1929 - A Grande Depressão: A crise econômica mundial da década de 1930 foi precipitada pela queda dos preços no mercado agrícola nos EUA iniciada em 1928 e derrubou o mercado financeiro em outubro de 1929 quando, após três meses de quedas consecutivas da produção e dos preços, foram vendidas 16 milhões de ações, em um clima de pânico.
Depois da quebra em 1929 foi modificada a legislação básica da Bolsa. Uma das leis fundamentais adotadas foi a "Securities Exchange Act" (1934), que acabou por criar a SEC (Securities and Exchange Commission, o órgão regulador do mercado financeiro americano).
Entre os objetivos da SEC estão facilitar informações ao público sobre os papéis e as empresas a serem contratados e garantir que abusos não serão cometidos no pregão.
Depois da quebra em 1929 foi modificada a legislação básica da Bolsa. Uma das leis fundamentais adotadas foi a "Securities Exchange Act" (1934), que acabou por criar a SEC (Securities and Exchange Commission, o órgão regulador do mercado financeiro americano).
Entre os objetivos da SEC estão facilitar informações ao público sobre os papéis e as empresas a serem contratados e garantir que abusos não serão cometidos no pregão.
1944 - Banco Mundial e FMI: Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a comunidade internacional realizou uma conferência econômica e financeira com apoio da ONU (Organização das Nações Unidas).
Do encontro saiu o acordo de Bretton Woods, que organiza regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo.
Também ficou definida a criação do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional), assim como o uso do dólar como moeda de referência internacional.
Do encontro saiu o acordo de Bretton Woods, que organiza regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo.
Também ficou definida a criação do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional), assim como o uso do dólar como moeda de referência internacional.
1971 - Fim do padrão-ouro. Os gastos excessivos dos EUA no exterior e a Guerra do Vietnã fizeram com que as reservas de ouro do país se reduzissem de forma acentuada. Com isso, o valor da moeda deixou de estar lastreada pelo metal.
Por isso, e em meio a fortes especulações e fugas de capitais dos EUA, o então presidente Richard Nixon decidiu suspender a convertibilidade com o ouro e desvalorizou a moeda em 10%, algo que fez sem consultar os outros membros do sistema monetário internacional.
Dois anos depois, voltou a desvalorizar a moeda, colocando fim ao padrão-ouro. Começava a época do câmbio flutuante em razão da evolução dos mercados de capital internacionais.
Por isso, e em meio a fortes especulações e fugas de capitais dos EUA, o então presidente Richard Nixon decidiu suspender a convertibilidade com o ouro e desvalorizou a moeda em 10%, algo que fez sem consultar os outros membros do sistema monetário internacional.
Dois anos depois, voltou a desvalorizar a moeda, colocando fim ao padrão-ouro. Começava a época do câmbio flutuante em razão da evolução dos mercados de capital internacionais.
1973 - Embargo do petróleo no conflito árabe-israelense: O corte da oferta da commodity por parte dos países que compõem a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) no chamado primeiro choque do petróleo, durante a Guerra do Yom Kippur, provocou aumento de US$ 2,50 a US$ 11,50 na commodity em 1974.
Isso elevou os custos da energia para o Ocidente e provocou uma forte crise nos países mais industrializados.
A partir dessa crise de preços, os países ocidentais deram início a políticas de diversificação e de economia de energia. Entre outras medidas de proteção, a IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês) é criada em 1974.
Isso elevou os custos da energia para o Ocidente e provocou uma forte crise nos países mais industrializados.
A partir dessa crise de preços, os países ocidentais deram início a políticas de diversificação e de economia de energia. Entre outras medidas de proteção, a IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês) é criada em 1974.
1979 - Revolução Iraniana: A derrocada do xá Reza Pahlevi e a instauração da República Islâmica do Irã provocaram o segundo choque do petróleo e levaram a um novo colapso internacional.
Embora as economias dos países ocidentais estivessem mais preparadas, já que estes haviam reduzido seus consumos de petróleo, a queda na oferta provocou um longo período de preços extraordinariamente altos.
A crise afetou, sobretudo, os países em vias de desenvolvimento, que, junto com o aumento de preço que tinham de pagar pela commodity e a inflação, tiveram que enfrentar um ciclo de crise financeira por sua elevada dívida externa.
Embora as economias dos países ocidentais estivessem mais preparadas, já que estes haviam reduzido seus consumos de petróleo, a queda na oferta provocou um longo período de preços extraordinariamente altos.
A crise afetou, sobretudo, os países em vias de desenvolvimento, que, junto com o aumento de preço que tinham de pagar pela commodity e a inflação, tiveram que enfrentar um ciclo de crise financeira por sua elevada dívida externa.
1980 - Invasão do Irã pelo Iraque: O petróleo voltou a bater novos recordes em alta, chegando a US$ 40 o barril, valor que não tinha sido superado em dez anos.
Os altos preços levaram o Ocidente a produzir mais de seu próprio petróleo em áreas como o Mar do Norte.
Os altos preços levaram o Ocidente a produzir mais de seu próprio petróleo em áreas como o Mar do Norte.
1987 - Nova queda da Bolsa de Nova York: Em 19 de outubro de 1987, milhões de investidores se lançaram em massa a vender suas ações na Bolsa de Nova York devido à crença generalizada de gestão inadequada de informações confidenciais e à aquisição de empresas com dinheiro procedente de créditos.
O Dow Jones caiu 508 pontos, atingindo 22,6% de baixa em um único pregão, arrastando Bolsas européias e asiáticas.
Isso trouxe como conseqüência uma intensificação da coordenação monetária internacional e dos principais assuntos econômicos.
O Dow Jones caiu 508 pontos, atingindo 22,6% de baixa em um único pregão, arrastando Bolsas européias e asiáticas.
Isso trouxe como conseqüência uma intensificação da coordenação monetária internacional e dos principais assuntos econômicos.
1997 - Crise dos Gigantes Asiáticos: Em julho a moeda tailandesa se desvalorizou. Logo depois caíram as de Malásia, Indonésia e Filipinas, repercutindo também em Taiwan, Hong Kong e Coréia do Sul.
O efeito desses recuos arrastou as outras economias da região, convertendo-se posteriormente na primeira crise em escala global.
O FMI elaborou uma série de pacotes de resgate para salvar as economias mais atingidas e promoveu várias reformas estruturais.
O efeito desses recuos arrastou as outras economias da região, convertendo-se posteriormente na primeira crise em escala global.
O FMI elaborou uma série de pacotes de resgate para salvar as economias mais atingidas e promoveu várias reformas estruturais.
1998 - Crise do rublo: O sistema bancário da Rússia entrou em colapso, com uma suspensão parcial de pagamentos internacionais, a desvalorização de sua moeda e o congelamento de depósitos em moeda estrangeira.
O FMI concedeu vários créditos multimilionários para evitar a queda livre do rublo e que os danos fossem irreparáveis no mercado internacional.
O FMI concedeu vários créditos multimilionários para evitar a queda livre do rublo e que os danos fossem irreparáveis no mercado internacional.
2000 - Crise das "pontocom": Os excessos da nova economia deixaram um rastro de quebras, fechamentos, compras e fusões no mundo da internet e das telecomunicações, e também um grande buraco nas contas das empresas de capital de risco.
Em 10 de março, o principal índice do Nasdaq, máximo expoente da "nova economia" e do êxito das empresas de tecnologia, fechou em 5.048,62 pontos, recorde histórico.
Em apenas três anos, a crise apagou do mapa quase cinco mil companhias e algumas das maiores corporações do setor de telecomunicações, vítimas dos maiores escândalos contábeis da história.
O Fed (Federal Reserve, o BC americano) respondeu com uma redução de 0,5 ponto na taxa básica de juros.
Em 10 de março, o principal índice do Nasdaq, máximo expoente da "nova economia" e do êxito das empresas de tecnologia, fechou em 5.048,62 pontos, recorde histórico.
Em apenas três anos, a crise apagou do mapa quase cinco mil companhias e algumas das maiores corporações do setor de telecomunicações, vítimas dos maiores escândalos contábeis da história.
O Fed (Federal Reserve, o BC americano) respondeu com uma redução de 0,5 ponto na taxa básica de juros.
2001 - 11 de Setembro: Os atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas em Nova York e o Pentágono em Washington, que deixaram um balanço de cerca de três mil mortos, provocaram também queda nas Bolsas.
O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu mais de 6%, e os pregões europeus tiveram fortes recuos que levaram os investidores a buscar refúgio no mercado do ouro e em bônus do Tesouro americano.
O Fed também respondeu à crise com cortes dos juros, na campanha mais forte de sua história nesse sentido.
O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu mais de 6%, e os pregões europeus tiveram fortes recuos que levaram os investidores a buscar refúgio no mercado do ouro e em bônus do Tesouro americano.
O Fed também respondeu à crise com cortes dos juros, na campanha mais forte de sua história nesse sentido.
2008-2009: A crise financeira originada nos EUA como conseqüência das inadimplências em empréstimos "subprime" --de alto risco-- do setor imobiliário acaba com os grandes gigantes financeiros do país.
Passa a repercutir em todo o mundo e afeta as economias reais, causando a crise mais grave desde a Grande Depressão.
A situação leva os presidentes George W. Bush, primeiro, e Barack Obama, depois, a lançarem uma intervenção em massa do governo na economia dos EUA, que fechou 2008 com uma contração trimestral de 6,3%, a maior em 26 anos.
A primeira decisão de Bush foi estabilizar o sistema financeiro por meio de um pacote de US$ 700 bilhões. Seu sucessor reconverteu a medida e lançou um plano de recompra de ativos "podres" (de alto risco de calote) para sanear os balanços bancários.
Obama apresentou um ambicioso plano de estímulo de US$ 787 bilhões, por meio do qual pretende revitalizar a economia em investimentos e infra-estruturas, educação e emprego, e fomentar uma nova indústria, a das energias alternativas, para criar novas vagas.
A terceira etapa do plano de Obama prevê a reforma dos mercados financeiros. O projeto, esboçado esta semana pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, põe sob controle pela primeira vez os fundos de alto risco e instrumentos financeiros mais sofisticados.
Passa a repercutir em todo o mundo e afeta as economias reais, causando a crise mais grave desde a Grande Depressão.
A situação leva os presidentes George W. Bush, primeiro, e Barack Obama, depois, a lançarem uma intervenção em massa do governo na economia dos EUA, que fechou 2008 com uma contração trimestral de 6,3%, a maior em 26 anos.
A primeira decisão de Bush foi estabilizar o sistema financeiro por meio de um pacote de US$ 700 bilhões. Seu sucessor reconverteu a medida e lançou um plano de recompra de ativos "podres" (de alto risco de calote) para sanear os balanços bancários.
Obama apresentou um ambicioso plano de estímulo de US$ 787 bilhões, por meio do qual pretende revitalizar a economia em investimentos e infra-estruturas, educação e emprego, e fomentar uma nova indústria, a das energias alternativas, para criar novas vagas.
A terceira etapa do plano de Obama prevê a reforma dos mercados financeiros. O projeto, esboçado esta semana pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, põe sob controle pela primeira vez os fundos de alto risco e instrumentos financeiros mais sofisticados.
(Autor DESCONHECIDO)
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